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A assimetria craniana (ou "síndrome da cabeça chata")

  • Foto do escritor: Clínica Curumim Pediatria
    Clínica Curumim Pediatria
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
A assimetria craniana


A assimetria craniana (ou "síndrome da cabeça chata") ocorre principalmente porque os ossos do crânio do recém-nascido são muito maleáveis e as suturas (as "linhas" que unem esses ossos) ainda não estão fundidas.



Os Tipos Mais Comuns


Existem três formas principais de assimetria, dependendo de onde a pressão está sendo exercida:


  1. Plagiocefalia Posicional: É a mais frequente. A cabeça fica achatada em um dos lados da parte de trás, muitas vezes fazendo com que uma orelha pareça mais à frente que a outra.


  2. Braquicefalia: O achatamento é central na parte de trás, deixando a cabeça com um aspecto mais "larga" e a testa por vezes mais alta.


  3. Escafocefalia: A cabeça fica longa e estreita.



Por que isso acontece?


O motivo quase sempre é externo. Como o bebê passa muito tempo dormindo na mesma posição, a gravidade faz o trabalho dela.


  • Posição de dormir: Dormir sempre com a cabeça virada para o mesmo lado.


  • Torcicolo Congênito: Quando o bebê tem um "encurtamento" no músculo do pescoço, o que o obriga a olhar sempre para uma direção preferencial.


  • Espaço no útero: Gestação de gêmeos ou pouco líquido amniótico podem comprimir o crânio antes mesmo do nascimento.




O que pode ser feito?


O diagnóstico deve ser sempre feito por um pediatra, neurocirurgião pediátrico ou fisioterapeuta especializado. O tratamento varia conforme a gravidade:


  • Tummy Time (Hora de ficar de bruços): Colocar o bebê de bruços enquanto ele está acordado e sob supervisão. Isso fortalece o pescoço e tira a pressão da parte de trás da cabeça.


  • Reposicionamento: Alternar o lado em que o bebê apoia a cabeça no berço, no trocador ou durante a amamentação.


  • Fisioterapia/Osteopatia: Essencial se houver torcicolo, para liberar o movimento do pescoço.


  • Órtese Craniana (Capacitinho): Em casos moderados a graves, geralmente iniciados entre os 4 e 10 meses de idade, quando as mudanças posturais não foram suficientes.

Ponto de Atenção: Existe uma condição mais rara chamada Craniossinostose, que é o fechamento precoce das suturas cranianas. Diferente da assimetria posicional, essa geralmente exige cirurgia. Por isso, a avaliação médica é indispensável.





 
 
 

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